Sexta-feira, Agosto 28, 2009

Companhias aéreas..

Me passou o cigarro.
Ali, sentados no chão naquela varanda no oitavo andar. Grudando o rosto entre as grades e olhando pras pessoas que passavam com seus cachorros e crianças tão tranquilamente naquele domingo com cara de mingau.
Gente querendo praia. Jogo do conrinthians pra começar.
E cigarros, cigarros fracos. Talvez a conversa mais sincera.
Foi um domingo qualquer.
Olhávamos, com olhar distante, pro passado.
Um leite com chocolate frio, depois uma pinga salgada, reveladora e expurgadora de qualquer desculpa para um contato físico-próximo-pastinpresent.
Jazz de repente. E a gente passava rádios e rádios discutindo sem pressa sobre quase nada.

Ali nos via nús.

Sozinha, fantasiava os prédios velhos que invadiam a casa pela varanda diminuta, assistia pessoinhas nas janelas com interesse único, com intenção de não perder nenhum detalhe daquela tarde branca dentro do apartamento, amarelada pelo sol lá fora.

Abraços magros no sofá. Sempre magros.


Manhã fria.
Uma tarde amarela.
Um almoço sempre sonhado. Um silêncio.
Silêncio.

Pedia desculpas toda vez que jogava as cinzas lá embaixo, da varanda. Esquecia, e me lembrava sempre, que era pra jogar no ralo.

E pedidos e vontades e realizações de algumas delas.

E talvezes e porvires e dramas e mudanças.
Continuamos do jeito que estamos. Meio trôpegos pela vida. Meio vividos pelos bares.

E eu, por dentro, chorava um fim de qualquer drama adolescil.
Revirava sensações deliciosas no íntimo, quase como um sorvete derretendo por dentro, com aquele calor que fazia na metrópole.

E a gente tentava descobrir os aviões que passavam por cima das nossas cabeças: gol, tam?
E a memória vaga daquele céu azul ainda me dá a sensação memorial de que o cigarro ainda vaga dentro do meu pulmão. Juro.

Todos os livros.
E as cores
e as épocas,
e os sonhos que não brindamos.
Todos ali, expostos ao vento quente do Jabaquara, como se a cidade e os prédios virassem testemunhas caladas de qualquer coisa que morre assim de repente, quieta, fingindo não ser assim, tão importante pro resto do mundo.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Bye!

Tenho outras coisas pra fazer e mais ainda por viver
Já não vejo mais motivo pra continuar escrevendo, mesmo por que meu animo por aqui acabou e ultimamente nem tenho escrito nada, nem tenho divulgado este blog mais.

Enfim, vou deixar os textos por aqui pra quem ainda quiser ler

Tchau!

Terça-feira, Maio 05, 2009

Antologia Patética.









Pra que fotos multicores revelem
fatos sempre e tanto escondidos sob porvires do inconscistente e vivo
Advirto:
Poesias não revelam passados. ( e nem sempre são puras nem cruas).